A Apple liberou nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, o iOS 27, iPadOS 27, macOS 27, watchOS 27 e visionOS 27 com a Siri AI como recurso central das cinco atualizações. A nova assistente entra em beta apenas em inglês e roda em aparelhos como iPhone 16 ou posterior, iPhone 15 Pro, iPad mini com chip A17 Pro e Macs com M1 ou superior. O suporte a francês, japonês, coreano, português e espanhol chega em outubro; União Europeia e China ficam fora do lançamento inicial.

A promessa se cumpriu nesta segunda-feira, com o lançamento que acompanha as cinco atualizações de sistema.

Ao ativar o recurso, quem atualiza para o iOS 27 encontra uma tela de configuração inédita, que pergunta se aceita compartilhar áudio e texto para treinar a Siri e os Foundation Models (os modelos de linguagem próprios da Apple). O lançamento também marca a estreia pública de John Ternus como CEO da Apple, cargo que assumiu em 1º de setembro após suceder a Tim Cook. Segundo o The Verge, o iOS 27 chegou junto com o watchOS 27, o iPadOS 27 e o visionOS 27 na mesma semana em que a Apple lançou o iPhone 18 Pro, reunindo hardware novo e o novo recurso de IA.

Só o iPhone 15 Pro e o 15 Pro Max ficam de fora da exclusão que atinge o restante da linha 15: eles entram na lista de compatíveis com a Siri AI ao lado de todo iPhone 16 em diante. O corte segue o chip A17 Pro — presente nesses dois modelos Pro e ausente nas versões padrão do iPhone 15 —, que roda o Neural Engine (processa os modelos de IA direto no aparelho, sem depender da nuvem para toda tarefa). No iPad, o filtro é ainda mais estreito: apenas o iPad mini com chip A17 Pro embarca a nova assistente, enquanto os demais iPads precisam do M1 ou de um chip mais recente para rodar o recurso.

A lista de aparelhos compatíveis também inclui Apple Watch Series 9 ou posterior, Apple Watch Ultra 2 ou superior e o headset Apple Vision Pro. Nesses casos, o requisito de chip segue a mesma lógica: processamento local suficiente para lidar com os modelos de linguagem sem travar o sistema nem exigir conexão constante com os servidores da Apple.

O projeto de uma Siri com inteligência artificial nasceu em 2024. A Apple adiou a estreia um ano depois, em meio a atrasos internos de desenvolvimento. A versão que chega agora entra num mercado já ocupado por assistentes da OpenAI, da Anthropic e do Google — rivais que saíram na frente com modelos próprios de IA generativa. Para fechar essa distância, a Apple usa modelos menores desenvolvidos internamente, reforçados pelo Private Cloud Compute — sistema que processa pedidos mais pesados em servidores remotos, sobre infraestrutura do Google Cloud.

A empresa também firmou parceria com o Google para usar o Gemini na construção de parte dos modelos que sustentam a Siri AI. O momento do lançamento carrega outro peso simbólico. O iOS 27 chega poucos dias depois do evento que apresentou o iPhone 18 e marca a primeira aparição pública de John Ternus como CEO da Apple, cargo que ele assumiu após suceder a Tim Cook.

Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, resume o objetivo por trás da Siri AI: “Na Apple, nossa missão sempre foi transformar o potencial das tecnologias avançadas em produtos úteis e intuitivos para todos, e isso nunca foi tão importante como hoje” (em tradução livre). A fala marcou a apresentação do recurso aos desenvolvedores. John Ternus, CEO da Apple desde 1º de setembro, ligou a assistente aos dados guardados no aparelho, como agenda e mensagens. “É inteligência pessoal que é de fato pessoal” (em tradução livre), disse ele no evento de lançamento do iPhone, na semana passada.

Cinco sistemas operacionais chegaram no mesmo dia, 14 de setembro de 2026. A Siri AI funciona como camada compartilhada entre iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e Vision Pro — não como um app isolado. Esse desenho técnico explica o piso mínimo de hardware: chip M1 em Mac e iPad, A17 Pro no iPad mini e Watch Series 9 em diante, base necessária para rodar modelos de IA direto no aparelho, sem depender só da nuvem. A fragmentação por idioma e região expõe os limites desse modelo on-device (processado no próprio aparelho).

A Siri AI abre em inglês. Francês, japonês, coreano, português e espanhol chegam só em outubro, enquanto União Europeia e China ficam fora por exigências regulatórias locais. O lançamento vira um teste de como leis de concorrência e privacidade moldam o ritmo de um recurso pensado para processar dados no próprio chip.

Ficha técnica

Ficha técnica
ItemEspecificação
Idiomas futurosFrancês, japonês, coreano, português e espanhol a partir de outubro de 2026
Disponibilidade União EuropeiaNão disponível inicialmente no iOS, iPadOS e watchOS
Disponibilidade ChinaNão disponível

Sem confirmação

  • Preço da Siri AI ou de eventuais planos pagos não foi encontrado nas fontes.
  • Não foi possível confirmar se o acesso à Siri AI no lançamento exige lista de espera (CNBC) ou é liberado a todos os elegíveis (The Verge, 9to5mac).
  • Requisitos completos por dispositivo e país citados por outras fontes não puderam ser confirmados por falta de texto completo.

Fontes

  1. Siri ai a profoundly more capable and personal assistant is hereapple.com
  2. Apple intelligence brings powerful ai capabilities into everyday experiencesapple.com
  3. Apple releases ios 27 redesigned siri aicnbc.com
  4. Apple ios 27 launch iphone siri ai updatetheverge.com
  5. Ios 27 adds new opt in setting for sharing data to improve apples foundation models9to5mac.com
  6. Major updates for apples software platforms are now availableapple.com
  7. Here are the requirements to get siri ai in ios 279to5mac.com