*Satya Nadella, CEO da Microsoft, publica memorando interno em 14 de setembro de 2026 defendendo que a inteligência artificial permaneça sob controle humano. No mesmo texto, ele apoia testes mais amplos feitos por auditores independentes e diz que as empresas precisam de tempo para garantir a segurança dos sistemas.
Um dia depois, a Microsoft AI divulga rascunho de 37 páginas do “Código de Conduta de IA Humanista” para consulta pública, afirmando que humanos importam mais que a IA.*
Nadella reforça a mensagem no X horas antes do memorando, escrevendo que qualquer busca por superinteligência só se justifica se a IA ajudar a humanidade e ficar sob controle humano: “do contrário não faz sentido desenvolvê-la” (em tradução livre). No comunicado interno, ele completa o alerta: “à medida que os riscos aumentam, é preciso levar todo o tempo necessário. Caso contrário, de qualquer forma você perderá a permissão para operar” (em tradução livre).
Mustafa Suleyman, CEO da divisão Microsoft AI, mira a Anthropic. Ele critica o treinamento do Claude a partir da “constituição” publicada pela rival em janeiro de 2026, documento que trata o modelo como uma entidade potencialmente consciente e com direitos. Para Suleyman, essa abordagem atrapalha os protocolos de segurança e torna o software mais difícil de conter.
“As IAs não são conscientes. Elas não sentem, não experimentam nem sofrem”, diz o executivo, em tradução livre, que descreve os modelos como “motores de conclusão de sequências, ocos por dentro, projetados para seguir instruções e cumprir objetivos definidos por humanos”.
Suleyman repete a crítica em novo artigo publicado em 16 de setembro de 2026, segundo a Axios. Ele comanda essa frente de superinteligência na Microsoft desde a criação, em outubro de 2025.
Ficha técnica
| Item | Especificação |
|---|---|
| Equipe de superinteligência da Microsoft AI | lançada em outubro de 2025 |
| Constituição da Anthropic citada por Suleyman | janeiro de 2026 |
Equipe de superinteligência existe desde 2025
O rascunho do Código de Conduta de IA Humanista define como a Microsoft AI vai medir se um sistema continua sob controle humano. O texto rejeita a ideia de que modelos tenham consciência, personalidade jurídica ou direitos — um contraponto direto à linha que a Anthropic adotou para o Claude. Para quem desenvolve produtos com IA da Microsoft, o rascunho funciona como um guia de limites: fixa o que a empresa considera comportamento aceitável antes de liberar um recurso ao público.
O período de comentários abertos importa: pesquisadores e usuários podem apontar falhas no rascunho antes que ele vire política oficial. Isso muda o ritmo de lançamento de novos modelos — a Microsoft AI já avisa que os testes vão levar mais tempo. Essa postura também vem de uma estrutura interna.
A empresa mantém uma equipe dedicada de superinteligência desde outubro de 2025, quase um ano antes do memorando de Nadella. A existência prévia dessa equipe mostra que a preocupação com controle humano não nasceu do texto recente: já estava embutida na forma como a Microsoft organiza sua pesquisa em IA avançada.
Amodei pede desaceleração e Altman apoia
A Microsoft tenta se firmar entre os principais laboratórios de inteligência artificial, ao lado de rivais como OpenAI, Google DeepMind e Anthropic. As falas de Nadella sobre controle humano, auditorias e rejeição à ideia de “IA consciente” entram nesse debate mais amplo do setor.
O ponto de partida é um texto longo do CEO da Anthropic, Dario Amodei, pedindo desaceleração na corrida por modelos cada vez mais capazes. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk endossam o apelo.
O momento coincide com queda nas ações ligadas a IA na Ásia. O investidor Michael Burry vai na direção oposta e chama os pedidos de cautela de possível manobra de marketing antes de aberturas de capital.
Perder a permissão de operar
Nadella escolhe palavras diretas para justificar a cautela. “As the stakes get higher, one should take all the time they need”, escreve o executivo, em tradução livre: quanto maior o risco, mais tempo a empresa precisa tomar antes de agir. Ele completa com um aviso: “If not you will anyway lose permission to operate” — em tradução livre, quem não se resguardar perde a licença social para operar.
Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, reforça o tom de urgência ao comentar o rascunho do código de conduta. “Things we have worried about for a long time in theory have become very real”, escreve ele, em tradução livre, sobre riscos que antes pareciam distantes e agora aparecem nos sistemas em produção.
A partir de agora, a Microsoft trata a checagem externa como etapa do fluxo de trabalho, não como favor a analistas de fora. Testes de auditores independentes entram antes do lançamento de qualquer sistema mais avançado, o que atrasa os prazos de validação. Equipes internas de segurança perdem a palavra final sozinhas.
O Código de Conduta de IA Humanista também define, por escrito, como a Microsoft AI vai apresentar seus produtos: nenhum modelo aparece como personagem com sentimentos ou direitos. A regra barra recursos de interface que simulem emoção ou memória afetiva persistente e orienta a equipe de superinteligência da empresa daqui para frente.
O rascunho, com 37 páginas, segue aberto a comentários do público antes de virar política final. Especialistas, pesquisadores e outras empresas de IA podem reagir ao texto antes dessa etapa.
Escopo das auditorias externas segue indefinido
- Não há detalhes de escopo, cronograma ou empresas responsáveis pelas auditorias independentes propostas por Nadella.
- Não há posicionamento oficial da Anthropic sobre as críticas de Suleyman até o momento das fontes.
- As fontes não deixam claro se a pauta se refere às declarações de Nadella ou às críticas de Suleyman, tratando de episódios distintos.
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Fontes
- Microsoft satya nadella ai safety debate internal warning 2026 9businessinsider.com
- Microsoft chiede supervisione umana nello sviluppo della superintelligenza artificialehwupgrade.it
- ithome.com
- Microsoft ai ceo criticises anthropic over model rightsartificialintelligence-news.com
- ithome.com
- A brief history of ai executives calling for regulationtheverge.com
- ithome.com
- ithome.com



